SOS VENEZUELANOS BOA VISTA, RR


RELATO DA EQUIPE DE OLHEIROS
A situação atual dos imigrantes em Boa Vista e Pacaraima, RR, está menos crítica do que antes, mas ainda é um cenário humanitário delicado. Todos os abrigos oficiais estāo lotados, e muitas invasōes em imóveis abandonados também lotados. Nas ruas de Boa Vista se vê acampamentos nos bairros e muitos ambulantes em semáforos. Pela fronteira entram em torno de mais de 450 pessoas por dia sem onde locá-los, o programa de interiorização não dá conta no momento o alto número. Alguns acampamentos novos estão sendo preparados, mas se prevê até dezembro um colapso na assistência a continuar o alto fluxo. O Exército controla toda logística, o fluxo e seguranca e a ACNUR junto com a Fraternidade a adminstração dos abrigos. A Cruz Vermelha está presente com suporte de comunicação do imigrante com a familía. A OIM fica responsavél por aqueles que solicitam residencia temporária.
O comando do Exercito na fronteira em Pacaraima nos mostrou todo o fluxograma. Todos os que passam pela fronteira são cadastrados, vacinados (ANVISA), avaliação clínica com médicos do programa “Mais médicos”, recebem CPF e como a cidade é pequena sem trabalho, eles esperam na rua a vaga ou se aventuram na estrada para Boa Vista (215 km).

Em Pacaraima há um posto médico do Exercito bem estruturado, porém com falta de especialistas como infectologistas, obstetras e pediatras. Há falta de medicamentos, o programa de vacinação nao tem quem continuar por falta de pessoas, enfermeiras, qualificadas. Pediram ajuda com esses profissionais e medicamentos (consta numa lista).

Em Boa Vista visitamos o programa de duas igrejas além dos abrigos oficias e indígenas.
Uma denominação tem uma casa onde há culto diários, ajudam nos documentos, aula de português, atendimento clinicos 2x/semana, oferecem banho e lavanderia. Receberiam 40 voluntarios e mobilizam igrejas no Brasil para receberem famílias e encaminharem para trabalho. Selecionam acordo com o perfil de trabalho que o local de recebimento disponibiliza, são discipulados e enviados. Dão apoio pontual em abrigos independentes em campanhas de alimento e roupas.

A outra denominação se dedica mais as crianças indígenas e cursos de capacitação, a única permitida a retirar dos abrigos as crianças para atividades na igreja. Por falta de recurso para transporte e de voluntarios, só podem levar em torno de 80 das 450 crianças 2x/semana em sistema de rodízio, escolhidas pela administração do abrigo.
A ONU não permite prover educação formal, somente orientação de higiene, disciplina e convívio.
O Pastor relatou grandes progressos no trabalho com as crianças. Fornecem comida para todos e estão construindo um refeitório (parado por falta de recursos) para melhor acomodá-los.

A capacitação na padaria da voluntaria da Rede SOS Global de Maringá foi um sucesso com visitação de todo o comando do Exército, inclusive o general, parabenizando, querendo continuidade e requisitando 3 dos refugiados formados para trabalharem com eles e ensinar outros do abrigo.

Num abrigo independente que visitamos há 280 pessoas, 67 crianças e 97 adultos com qualificação profissional de diversas áreas sem conseguir emprego. Pediram como prioridade luz (é prédio abandonado sem luz, sem chance de conseguir ligação) e ajuda com a comida. Recebem visitas regulares de igrejas

O trabalho da igreja seria bom parceiro pela credibilidade junto as autoridades mas tem poucos voluntarios. Querem focar o trabalho com as crianças e capacitação. Pensam em propor mobilizacao das igrejas nacionalmente para recebimento e encaminhamento de famílias previamente selecionadas

Pedimos a um dos comandantes para ceder o transporte para as crianças, acharam viavel.
OREM para que se realize, seria de grande ajuda para reduzir o custo da igreja e aumentar o úumero das crianças e frequência das atividades.

A considerar:

Envio de voluntários para dinâmicas com as crianças
Palestras educativas
Trabalho com mulheres (artesanato, orientações fisioterapêuticas de exercícios e posturas para determinadas dores)
Sustentabilidade: pizzaria para delivery para ensinar negócio para sustentabilidade, fazendo pizza de baixo custo e mini-pizza. Serviria como projeto piloto para outros campos fora do Brasil.
Arrendar pequeno lote para granja ou suino
Workshops de capacitacao em outras áreas como cabelereira, hotelaria,
O atendimento médico fica na dependencia de medicamentos, talvez possa ser enviando os pacientes ao posto de saúde para conseguir medicamentos disponíveis.
O atendimento odontológico depende do consultório portátil e de profissionais disponíveis. Na Fronteira o Exército nos cederia um otimo espaço, em Boa Vista poderia ser na igreja, ou talvez uma unidade móvel.
Casa de acollhimento de mulheres e criancas depende de recursos para o imóvel, recursos humanos, alimentação e despesas gerais.

Ao mesmo tempo, devemos ter cuidado no oferecer de materiais para nao gerar dependencia.

OREM, PARTICIPEM, DOEM!

Para ajudar, deposite o valor desejado acrescido de 51 centavos no Bradesco, Ag 2036-2; Cc 28.738-5; CNPJ: 05.066.986/0001-16 e nos informe pelo email: amebrasil@terra.com.br.

Missão FALA – AME-REDE SOS GLOBAL